Tipos de Vacinas

Vacina contra gripe

 

imunizacao.jpgProduzida anualmente utilizando-se as cepas virais relacionadas às epidemias da doença do período imediatamente anterior à sua fabricação, através da separação dos vírus coletados em vários laboratórios dispersos no mundo, muitos aqui no Brasil. Essas vacinas, de vírus inativados, podem ser administradas a partir dos seis meses de idade, sendo necessário às crianças menores de seis anos, que a recebem pela primeira vez, a administração de duas doses (com aplicação de metade da dose em cada uma das aplicações).

Embora sua eficácia se situe entre 80% e 85%, temos recomendado a sua aplicação a todas as crianças com risco de disseminação da doença, àqueles portadores de infecções de vias aéreas de repetição, de moléstias cardiovasculares e pulmonares crônicas (inclusive asma). Em relação aos adultos, pela grande experiência adquirida com a vacinação empresarial, com importante redução das faltas ao trabalho, temos recomendado a vacinação anual e rotineira de todos os indivíduos, considerando-se, também o benefício social advindo da prevenção da moléstia.

A aplicação, intramuscular, pode levar à dor local e, mais raramente, à febre e discreta mialgia. Importante informar aos indivíduos vacinados qual a imunidade adquirida pós-vacinal se apresenta após a segunda semana do ato e, caso o paciente venha a contrair gripe nesse período, não se deve à falha vacinal ou à transmissão da doença pela vacina, absurdo que alguns desinformados teimam em espalhar. As contra-indicações se restringem a reações alérgicas a um dos componentes vacinais, às proteínas do ovo e ao timerosal. A gravidez deve ser avaliada em cada caso, não se constituindo em contra-indicação absoluta da administração.

 

BCG

bcg-site.jpgBCG é uma vacina viva atenuada, derivada da micobactéria Mycobacterium bovis após esta ser desprovida de virulência por sucessivas passagens em meio de cultura. A preparação inicial da BCG, feita por Calmette e Guérin em 1921, foi amplamente distribuída pelo mundo e, embora os princípios básicos da sua concepção sejam os mesmos, existem grandes variações nos métodos de fabrico e condições de cultura entre as bcg’s disponíveis no mercado atual.

Na maioria dos países europeus, as crianças são vacinadas à nascença com BCG e, em meio urbano, as taxas de cobertura vacinal são em geral elevadas (>80%). A vacina não evita a infecção com o bacilo da tuberculose humana, Mycobacterium tuberculosis, mas ajuda o vacinado a retardar a proliferação das micobactérias a partir do local de primo-infecção. A vacina reduz a letalidade por formas sistémicas de tuberculose, mas a eficácia da sua protecção contra a tuberculose pulmonar é controversa. As experiências de campo feitas com a BCG em condições controladas, por todo o mundo, conduziram a resultados muito díspares sobre a sua eficácia, a qual aparenta ser relativamente elevada (80%) nos países de latitudes elevadas e baixa perto dos trópicos. Vários autores têm atribuído esta disparidade à presença de micobactérias ambientais nas zonas tropicais. Se a BCG não conferir maior proteção do que a imunidade cruzada contra M. tuberculosis, já existente nas populações destas zonas, a eficácia da BCG pode aparentar ser muito baixa ou mesmo nula. O problema, contudo, é mais complexo, uma vez que é necessário explicar a elevada prevalência de tuberculose precisamente nas zonas tropicais.

Seguindo as orientações da OMS, recomenda a BCG no recém-nascido, desde que o seu peso seja igual ou superior a 2 Kg. A vacina deve ser administrada na maternidade. Quando tal não for possível será administrada no centro de saúde, no calendário recomendado.

 

 

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